Segunda-Feira, 22/12/2008     
Ano IV - Edição Nº40     


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    O GURU    
 
     
 

BARACK HUSSEIN OBAMA


O Guru do ano é o personagem central da eleição atual, Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de 47 anos. O primeiro negro que se tornou presidente num país que até 1963 praticava a discriminação legal.

Ele pega o país dele num momento de extrema fragilidade e é visto pela maioria como a salvação. Não se fala de outra coisa. Já tem gente falando que ele é a salvação dos EUA, e o estão comparando com os Kennedy. Isso se deve ao fato de uma nação daquele tamanho se unir a favor de um homem com uma mensagem simples, mas poderosa: "Yes, we can!"

O fato é que o Barack Obama é muito popular, e ser negro não influencia em nada em sua popularidade. Essa característica dele vem pela vida que ele levou, vencendo desafios e sempre se prendendo aos estudos como única saída de uma vida medíocre. Educado para ser um representante do povo, ele é do tipo que agrada a todo mundo. Tanto é que na sua primeira coletiva como presidente dos Estados Unidos, foi o primeiro a caçoar dele mesmo, deixando a imprensa mais à vontade.

A eleição de Barack Obama não é um evento apenas americano, é mundial, porque ocorre em um momento de profunda crise financeira e recessão. Visto como uma luz no fim do túnel, o novo presidente Barack Obama personifica a superação, em todos os aspectos transmite a todos, no mundo inteiro, a segurança, a liderança, uma confiança que tudo vai melhorar.

De tempos em tempos, a cada par de gerações, uma eleição americana catalisa as atenções planetárias e transforma cada um de nós em apaixonados eleitores a distância. Foi assim com Richard Nixon versus John Kennedy, no auge da Guerra Fria. O jovem Kennedy falava duro com os comunistas e, ao mesmo tempo, acenava com planos sociais grandiosos. Venceu apertado em 1960. Foi assim com Ronald Reagan contra Jimmy Carter, em 1980. Reagan representava uma revolução conservadora. Carter, um idealista preocupado com direitos humanos, se agarrava às melhores intenções (e aos piores resultados) do Partido Democrata. Reagan venceu com uma avalanche de votos e promoveu uma profunda mudança no país.

Agora, quase 30 anos depois do início da era Reagan, os americanos se preparam para uma escolha presidencial que pode entrar para a História como a mais importante dos últimos cem anos.

Obama pertence a uma minoria racial, mas, do ponto de vista cultural, faz parte da mais refinada elite americana. Formou-se em Direito com distinção em Harvard, uma das melhores universidades do mundo. Casou-se com uma advogada empresarial bem-sucedida, Michelle. Viveu com ela e as duas filhas numa luxuosa casa de Chicago. Embora jovem, já venceu duas eleições legislativas, escreveu dois (bons) livros autobiográficos e conquistou fama de excelente orador. É um homem culto, hábil e muito acima da média em inteligência. Para chegar à disputa presidencial, Obama bateu ninguém menos que Hillary Clinton, um mito entre as feministas americanas, mulher do poderoso ex-presidente Bill Clinton e senadora pelo Estado de Nova York. Ter vencido Hillary é um feito e tanto para um mulato, filho de um pai africano ausente, criado pela família da mãe – gente branca e dura, de classe média baixa – em lugares exóticos como Indonésia e Havaí. Para chegar aonde chegou, numa sociedade competitiva como a americana, enfrentando duas campanhas das mais agressivas – contra Hillary, nas primárias do Partido Democrata, e agora, contra o candidato republicano, John McCain, Obama só poderia ser alguém excepcional.

Fonte:

http://revistaepoca.globo.com
http://www.popularnemtanto.com

 

 
 

 
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